Você responde pelo saldo. Quando o pátio não bate com a tela, é você que decide o que fazer — e o sistema exige que você escreva por quê.
São duas telas, uma para cada lado do processo.
Todo consumo de produção grava o lote, escolhendo sempre o mais antigo com saldo. É por isso que, dado um tubo vendido, dá para voltar até o caminhão que trouxe a sucata e o preço que foi pago por quilo.
Material em processo — aquele que já saiu da matéria-prima mas ainda não terminou o roteiro — não está em nenhuma das duas telas. Ele vive na ordem de produção, na coluna “Na fila”. Se o pátio tem tubo que a tela não mostra, olhe as ordens em EXEC antes de suspeitar do sistema.
O ajuste serve para uma coisa só: declarar que a contagem física é diferente da conta do sistema. Não desfaz lançamento nenhum.
Se você tentar tirar 50 peças de um lote que tem 12, ele diz exatamente quanto há e não deixa passar. Tirar mais do que existe criaria o problema que o ajuste deveria resolver.
Essa é a distinção que mais confunde. Use a tabela.
| Estorno (Chão de fábrica → Corrigir) | Ajuste (Ajuste de estoque) | |
|---|---|---|
| Para quê | Desfazer um lançamento que foi feito errado. | Acertar o sistema com a realidade do pátio. |
| Exemplo | O operador digitou 400 em vez de 40. | A contagem física deu 3 peças a menos e ninguém sabe por quê. |
| O que fica no extrato | O lançamento original e o estorno, ligados um ao outro. | Um movimento novo, marcado como AJUSTE, separado dos demais. |
| Consequência | O documento volta a poder ser editado. | Nada é desfeito; o saldo simplesmente passa a refletir a contagem. |
Na dúvida: se você consegue apontar qual lançamento está errado, é estorno. Se o saldo está errado e você não sabe onde, é ajuste.
Tudo o que acontece no sistema fica registrado: quem fez, quando, e o que mudou. Se um número parece errado, a resposta está aqui.
São dois catálogos separados: produtos de entrada (a sucata que chega) e produtos de saída (o perfil que sai). Os dois se preenchem do mesmo jeito.
O código sai das medidas: R50.8X2 é redondo de 50,8 mm com parede de 2 mm; Q40X2 é quadrado 40×40 parede 2; T50X30X2 é retangular 50×30. O comprimento só entra no código quando foge dos 6 m padrão.
O peso, se você não informar, vem da geometria. É uma boa estimativa — mas leia a seção seguinte antes de deixar assim.
Vale insistir nisto, porque quase tudo depende dele. O peso por peça é usado para:
A geometria dá uma boa estimativa, mas subestima de 2 a 3%, porque ignora o raio de canto do perfil conformado. Pese algumas peças de cada tipo na balança e corrija o cadastro. Leva uma manhã e conserta todos os números do ano.
Depois disso, acompanhe o desvio pelo relatório Estoque e peso padrão — ele compara o peso cadastrado com o que a balança tem dito na prática. Desvio repetido acima de 10% quer dizer peso errado no cadastro ou material fora da especificação. Repese e corrija.