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Quatro números no painel resumem o mês. Três relatórios explicam de onde eles vêm. E uma tela — Usuários — decide quem pode fazer o quê.

Nesta página
  1. O mês em quatro números
  2. Rendimento das cargas
  3. Produtividade e perdas
  4. Estoque e peso padrão
  5. Usuários, perfis e PIN
  6. Uma rotina de leitura

O mês em quatro números

O painel inicial abre com o resumo do mês corrente — do dia 1º até hoje.

Painel inicial mostrando rendimento, custo do kg produzido, faturado e itens parados
Cada número tem um relatório embaixo que o explica. Os botões logo abaixo levam direto a eles.
NúmeroO que éQuando preocupa
Rendimento Dos quilos comprados no mês, quantos já viraram produto acabado. Baixo no fim do mês. No começo é naturalmente baixo — veja a ressalva abaixo.
Custo do kg produzido Quanto custou, de matéria-prima, cada quilo que virou produto. Quando fica muito acima do preço pago por quilo de sucata.
Faturado Soma dos pedidos que chegaram a FAT no mês. Compare com o produzido: produzir sem faturar é estoque engordando.
Parado Quantas filas de material em processo estão esperando, e há quantos dias. Fila parada há vários dias é gargalo real de posto.
Rendimento no começo do mês engana

Uma carga que chegou ontem entra inteira na conta de “comprado”, mas ainda não produziu nada. Enquanto houver carga aberta, o rendimento do mês fica mais baixo do que vai ser no fim. Julgue o mês fechado, não o mês em curso.

Rendimento das cargas

É o relatório que responde: “aquele caminhão valeu a pena?”

Relatório de rendimento das cargas, com o destino de cada carga e o resumo por fornecedor
A tabela “Onde foi parar cada carga” abre o peso em perda de pátio, perda de processo, o que está em estoque e o que virou produto.

Lendo carga por carga

A carga 1 do exemplo mostra o quadro completo: 9.280 kg na balança, 47 kg de perda de pátio (o que a triagem não conseguiu aproveitar), 1.865 kg de perda de processo, 2.492 kg ainda em estoque e 4.876 kg que viraram produto — 52,5% de rendimento, a R$ 3,96 por quilo produzido.

Cuidado com o número grande vermelho

O cartão Custo do kg produzido no topo divide o custo total de todas as cargas pelo que foi produzido — inclusive o de cargas que sequer foram triadas. Por isso ele aparece em vermelho, R$ 13,92 no exemplo, enquanto a carga 1 sozinha custou R$ 3,96 o quilo.

Use a coluna R$/kg produzido, carga a carga. O número do topo só fica confiável quando todas as cargas do período estiverem triadas e produzidas.

Por fornecedor

Esta é a tabela que muda decisão de compra. Ela separa o preço da nota do custo de verdade:

FornecedorPagou por kgRendimentoCusto do kg útil
Ferro Velho CampinasR$ 2,8753,4%R$ 5,38
Sucatas PaulíniaR$ 2,7254,1%R$ 5,03

Os dois cobram quase o mesmo por quilo. O que separa é o quanto daquele quilo serve. Um fornecedor que cobra mais barato mas entrega peso de oxidação sai mais caro no fim — e é exatamente isso que a última coluna mostra.

Produtividade e perdas

Relatório de produtividade por posto e operador, com refugo por motivo
Produção por posto e por operador, com o refugo aberto por motivo.
Como usar sem transformar em cobrança

Diferença de produtividade entre operadores costuma ser diferença de posto, de material ou de turno, não de esforço. O uso mais útil deste relatório é comparar o mesmo posto ao longo das semanas: é aí que aparece máquina desregulando e material ruim entrando.

Estoque e peso padrão

Este relatório vigia o dado do qual todos os outros dependem: o peso por peça de cada tipo de tubo.

Relatório de estoque e peso padrão, com o desvio entre peso cadastrado e peso praticado
O quadro de desvio compara o peso cadastrado com o que a balança tem dito na prática.
Desvio acima de 10%, repetido

Quer dizer uma de duas coisas: o peso no cadastro está errado, ou o material que está chegando não é o que diz ser. As duas merecem uma ida ao pátio com uma balança. Enquanto o peso estiver errado, todos os números deste manual estarão errados junto — rendimento, custo, consumo.

Usuários, perfis e PIN

Só você cadastra usuários. É a tela mais sensível do sistema, porque o perfil decide o que a pessoa enxerga e o que ela pode fazer.

Lista de usuários com nome, login, perfil e situação
A lista mostra quem tem acesso e com qual perfil.
Formulário de cadastro de usuário, com perfil, senha e PIN do terminal
O PIN só é necessário para quem vai usar o terminal do posto.

Os perfis

PerfilPara quemEnxerga
Operador de estaçãoSoldador, cortador, triadorSó o terminal do posto. Entra por PIN e cai direto na tela de apontar.
Operador de entradaRecebimentoCargas, entradas, fornecedores, estoque de entrada.
Programador de produçãoGerente de produçãoOrdens, roteiro, conversões, chão de fábrica, relatórios de produção.
VendedorComercialDisponibilidade, orçamentos, pedidos, separação, clientes.
GerenteQuem responde pelo estoqueQuase tudo, mais ajuste de estoque e auditoria.
DiretorDireçãoTudo, mais a tela de Usuários.
Regras da tela de usuários
A conta admin

O sistema nasce com o usuário admin e uma senha padrão. Troque essa senha no primeiro dia. Enquanto ela for a de fábrica, qualquer pessoa que conheça o sistema entra como diretor.

Uma rotina de leitura

Não precisa olhar tudo todo dia. Uma sugestão de ritmo:

QuandoO quêProcurando
Todo dia, um minuto Painel inicial “Parado” subindo e cargas a triar acumulando.
Toda semana Produtividade e perdas % de refugo por posto, e se o motivo mudou de figura.
Todo mês fechado Rendimento das cargas Custo do kg útil por fornecedor. É o que orienta a próxima compra.
A cada trimestre Estoque e peso padrão Desvios acumulados. Repesar amostras corrige a base de tudo.
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