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Gerente de produção

Você enxerga a fábrica inteira em duas telas: o que foi apontado hoje e onde o trabalho está parando. O resto do seu tempo é tirar pedra do caminho do operador.

Nesta página
  1. Chão de fábrica: a tela do dia
  2. Ordens de produção
  3. Roteiro e material em processo
  4. Conversões: o que vira o quê
  5. Operações e postos
  6. Corrigir o que o operador lançou
  7. O operador ligou dizendo que travou

Chão de fábrica: a tela do dia

É por aqui que você começa. Mostra tudo o que foi apontado no período, por posto e por operador, com o refugo separado por motivo.

Tela Chão de fábrica com totais do dia, refugo por motivo e a lista de apontamentos
779 peças boas, 12 de refugo, 1,5%. O lançamento marcado CAN foi cancelado e não conta nos totais.

Os números do topo

NúmeroO que olhar
% de refugoÉ o mais importante. Se subiu de repente, o quadro “Refugo por motivo” logo abaixo diz por quê.
kg produzidos × kg consumidosA diferença entre os dois é a perda de conformação. Uma diferença que cresce sem explicação merece uma olhada no cadastro dos pesos.
CanceladosQuantas correções foram feitas. Muitos cancelamentos no mesmo posto quer dizer tela confusa ou operador sem treino.
Refugo por motivo é o seu termômetro

“5 Material fora de medida” aponta para a triagem ou para o fornecedor. “5 Falha de solda” aponta para a máquina ou para o operador. São problemas diferentes, com soluções diferentes — e é por isso que o motivo é obrigatório no terminal.

Ordens de produção

Uma ordem diz o que produzir, quanto, e por quais etapas o material passa. Ela não é obrigatória: o terminal funciona sem ordem nenhuma, e é assim que o piloto deve rodar.

Quando vale a pena abrir ordem

Ordem com roteiro compensa quando há mais de um posto e o material passa de um para outro. Aí a fila entre postos fica visível e você enxerga onde o trabalho empaca. Com um posto só, ordem é papelada.

Lista de ordens de produção com filtros por status
A coluna “Onde está” resume o roteiro numa frase: Solda · 26 na fila.

Abrindo uma ordem

  1. Origem Material do pátio para repor estoque, ou Pedido de venda quando a ordem existe por causa de um cliente específico.
  2. O que produzir e quanto Escolha o perfil e a quantidade planejada. Essa quantidade é o que entra na primeira etapa do roteiro.
  3. Carga de origem (opcional) Vincular a ordem a uma carga faz o custeio ficar mais preciso: dá para dizer quanto daquela carga virou produto.
  4. Criar A ordem nasce em DIG, já com o roteiro padrão montado.
  5. Liberar Só em LIB a ordem aparece no terminal do posto. Sem liberar, o operador não vê nada.

Roteiro e material em processo

O roteiro fica dentro da própria ordem. É onde você vê, etapa por etapa, quanto entrou, quanto foi feito, quanto refugou e quanto está parado esperando.

Ordem 1 aberta, mostrando o roteiro com as colunas Entrada, Feito, Refugo e Na fila
26 peças paradas entre a Solda e o Acabamento. É a fila que a coluna “Na fila” denuncia.

Como ler este roteiro

EtapaEntradaFeitoRefugoNa filaLeitura
10 Triagem1201200Consumiu 120 peças de matéria-prima do estoque.
20 Corte12011640Recebeu as 120, perdeu 4 no corte.
30 Solda1169026Recebeu 116, soldou 90. 26 esperando aqui.
40 Acabamento908820Creditou 88 peças no estoque de acabado.

Só as pontas mexem no estoque

Repare nas marcas consome matéria-prima na primeira etapa e gera acabado na última. O meio do roteiro não é estoque: é material em processo, que existe só como a diferença entre uma etapa e a seguinte.

Isso significa que aquelas 26 peças paradas na solda não aparecem em Estoque saída — e nem deveriam, porque ainda não são produto. Elas aparecem aqui, e no painel do diretor como “Parado”.

Mexendo no roteiro

A sequência vai de dez em dez (10, 20, 30, 40) justamente para caber operação no meio. Para acrescentar, escolha a operação, diga depois de qual etapa ela entra, e pronto.

Etapa que já tem apontamento não sai

Se alguém já lançou naquela etapa, o botão Remover fica travado. Mexer no roteiro depois não pode reescrever um movimento de estoque que já aconteceu.

Conversões: o que vira o quê

A conversão liga uma matéria-prima a um perfil de saída. Sem conversão ligada, o terminal mostra “nada para produzir” e o vendedor não vê potencial nenhum. É a primeira coisa a conferir quando um operador liga reclamando.

Tela de conversões, com as ligações cadastradas e as sugestões da geometria
O sistema sugere sozinho, pela geometria. Você marca só o que a fábrica faz de verdade.
Por que o sistema consegue sugerir

A conformação não estica o material: dobra o mesmo perímetro em outro formato. Um redondo de 2" tem o mesmo perímetro de parede que um quadrado 40×40 — por isso um vira o outro. O sistema compara parede e perímetro e propõe os pares que fecham dentro de 2,5%.

Um mesmo tubo pode virar mais de um perfil. O redondo de 2", por exemplo, vira tanto o quadrado 40×40 quanto o retangular 50×30 — mesmo perímetro, formatos diferentes. Os dois dividem o mesmo estoque de matéria-prima.

Operações e postos

Operação é o tipo de trabalho: triagem, corte, conformação, solda, acabamento. Posto é o lugar físico onde ela acontece — SOLDA01 é um posto que faz a operação SOLDA.

Cadastro de operações, com sequência padrão e marcação de opcional
A operação marcada como opcional fica de fora do roteiro padrão das ordens novas.

O posto decide qual tela o terminal abre: quem entra num posto de operação TRIAGEM cai na tela de triagem, não na de produção.

Corrigir o que o operador lançou

O operador desfaz sozinho o que lançou nos primeiros 30 minutos. Depois disso, é com você: na tela Chão de fábrica, o botão Corrigir ao lado de cada lançamento.

O que acontece quando você corrige

O sistema lança o contrário: devolve a matéria-prima ao estoque e retira o produto acabado. Os dois lançamentos ficam no extrato — o original e o estorno. Nada é apagado.

O motivo é obrigatório, e ele fica gravado junto. Escreva o que aconteceu de verdade: “Operador lançou 40 boas, mas a contagem conferida no pátio deu 45.”

Quando a correção não passa

Se o produto acabado daquele lançamento já foi vendido, desfazer deixaria o estoque negativo — e o sistema recusa, explicando quanto ainda resta. Aí o caminho é o ajuste de estoque, que é do gerente. Veja o manual do gerente.

O operador ligou dizendo que travou

Ele dizProvavelmente éVocê resolve
“Não aparece nada para produzir” Nenhuma ordem liberada para o posto e nenhuma conversão ligada. Confira Conversões. Se houver ordem, veja se está em LIB.
“Não deixa lançar tudo de uma vez” O consumo sai de um lote só, e o lote mais antigo é menor que a contagem. Nada a fazer: mande lançar em partes. É o preço da rastreabilidade por lote.
“Diz que não tem matéria-prima” Acabou o estoque daquele redondo. Veja se há carga em EST esperando triagem.
“Meu nome não está na lista” Ele não tem PIN cadastrado. Só o diretor define PIN, na tela de Usuários.
“Diz que o tipo está sem peso” Tubo cadastrado sem peso por peça. Peça ao gerente para pesar uma amostra e corrigir o cadastro.
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